Esta quinta-feira, 3 de Abril, as forças armadas israelitas mataram pelo menos 112 pessoas na Faixa de Gaza, num dos dias mais mortíferos dos últimos meses no território. Na cidade de Gaza, que registou a maioria das vítimas mortais nas últimas 24 horas, foram bombardeadas duas escolas que abrigavam deslocados internos. Só nesses dois ataques, foram mortas 18 crianças.
Segundo os serviços de emergência e protecção civil palestinianos, 31 pessoas, a maioria crianças, foram assassinadas num ataque aéreo israelita à escola Dar al-Arqam, no bairro de Tuffah, na cidade de Gaza. Outras seis pessoas continuam desaparecidas e mais de cem ficaram feridas.
“Tomar como alvos civis e deslocados faz parte da campanha deliberada da ocupação fascista de cometer massacres contra o nosso povo”, reagiu o Hamas, num comunicado citado pela Al-Jazeera. “Os massacres em curso, a fome, as evacuações forçadas e o encerramento de pontos de passagem constituem um verdadeiro crime de genocídio.”
Sobre esta ofensiva, as Forças de Defesa de Israel (IDF) alegaram que a escola estaria a ser usada como “centro de comando e controlo por membros do Hamas, para planear e executar ataques contra Israel”, argumento que tem justificado os incessantes ataques a Gaza que, ao longo dos últimos 18 meses, mataram pelo menos 50 mil pessoas.
Desde 18 de Março, data em que Israel matou mais de 400 pessoas na Faixa de Gaza, estilhaçando o cessar-fogo implementado em Janeiro, o Exército israelita já provocou mais de 1160 vítimas mortais e 2700 feridos, segundo números do Ministério da Saúde palestiniano.
A par do aumento da violência no Norte do enclave palestiniano, e consequente expulsão de dezenas de milhares de pessoas das suas casas ou abrigos, o Governo de Benjamin Netanyahu anunciou, esta quarta-feira, a expansão da ofensiva militar terrestre no Sul da Faixa de Gaza. Dias antes, foram emitidas uma série de ordens de evacuação para a região, de Rafah a Khan Younis. O objectivo, admitiu o ministro da Defesa Israel Katz, é “esmagar e limpar a área de terroristas e de infra-estrutura terrorista”.
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