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Como funcionam as tarifas de Trump e quais as consequências? | EUA

Que taxas foram anunciadas pelos EUA?

Os EUA vão aplicar taxas aduaneiras a um conjunto vasto de 60 países, que serão individuais e recíprocas para aqueles que Donald Trump classificou como “os piores agressores”. As taxas serão calculadas com base na soma de taxas e outras barreiras comerciais de cada país, sendo-lhes depois aplicada metade desse valor.

Em paralelo, os EUA fixam uma taxa base de 10% para os produtos importados de todos os países. Trump recorreu à figura da emergência nacional para implementar esta medida.

Quais são os países afectados?

A China está no topo dos países com tarifas mais altas, dado que os seus produtos terão uma taxa de 34%, um valor que se soma à taxa de 20% que já lhes é aplicada, o que eleva a barreira aos produtos chineses para 54%.

A União Europeia será alvo de uma taxa de 20%, pelo que os produtos portugueses serão abrangidos por esta medida. Ainda entre as maiores economias mundiais, o Reino Unido terá uma taxa de 10%, o Japão de 24%.

Os maiores importadores dos EUA de produtos afectados são, precisamente, a China, a Alemanha e o Japão. Os outros grandes parceiros comerciais da economia norte-americana são a Coreia do Sul (taxa de 25%), o Vietname (46%), Taiwan (32%) e a Irlanda. A maior taxa da lista apresentada por Donald Trump durante o seu discurso na Casa Branca é de 49% ao Camboja, sendo que vários países do sudeste asiático figuram entre os mais afectados (Sri Lanka, Madagáscar, Myanmar, entre os mais penalizados).

Entre as omissões estão o Canadá e o México, os maiores importadores dos EUA, que têm sido alvo de medidas e negociações próprias com a Casa Branca.

Quando entram em vigor as taxas?

A primeira ronda de tarifas – as taxas base de 10% – entram em vigor já este sábado, 5 de Abril. As taxas recíprocas começam a ser aplicadas a 9 de Abril. Entretanto, já esta quinta-feira, 3 de Abril, entram em vigor as anteriormente anunciadas taxas sobre as importações de automóveis, de 20%.

Qual o objectivo das tarifas?

A Administração dos EUA explica a necessidade de aplicar este conjunto de tarifas com o objectivo de corrigir o défice comercial histórico do país. Nesse sentido, Donald Trump sinalizou no seu discurso que existe a possibilidade de negociar a sua aplicação, tanto no tempo como no valor, se os EUA alcançarem um acordo com os países afectados que reequilibre a relação entre os parceiros comerciais, na perspectiva da Casa Branca.

Ainda assim, os responsáveis norte-americanos também avisaram que as taxas podem subir se a retaliação de que forem alvo com a aplicação de barreiras recíprocas for severa. Por outro lado, Donald Trump já suspendeu taxas quando conseguir obter acordos políticos ou até militares, pelo que não é certo que todas as medidas dependam apenas de questões comerciais.

Refira-se que produtos como a energia, os minérios, semicondutores, medicamentos ou o cobre ficaram isentos desta medida.

Quais as principais consequências destas medidas?

Os analistas temem que a resposta dos países visados pelas tarifas provoquem um efeito em cadeia de tal ordem que pare o funcionamento normal da economia global, provocando, no pior cenário, uma recessão mundial. No entanto, o primeiro efeito que se sentirá nos primeiros dias de aplicação das taxas será o aumento dos preços nos produtos afectados, algo que os norte-americanos deverão começar a perceber já na próxima semana quando comprarem bens importados pelos EUA.

Numa segunda fase, a inflação tenderá a começar a subir para valores significativos perante a inevitável subida dos preços dos produtos, mais uma vez com um impacto decisivo na actividade económica. Este comportamento da economia deixará os bancos centrais em alerta e poderá voltar o ciclo de subida de taxas de juro, para travar uma escalada inflacionista.

No outro lado da balança estão as receitas fiscais dos EUA, que a Casa Branca acredita que vão subir com esta medida, como forma de atenuar o elevado défice orçamental do país.

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