O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou este sábado, 5 de Abril, que os Estados Unidos vão revogar todos os vistos dos titulares de passaportes sul-sudaneses. Decisão foi tomada em resposta à recusa do Sudão do Sul de receber os seus cidadãos repatriados, numa altura em que o país arrisca regressar a um cenário de guerra civil.
O anúncio segue uma agressiva estratégia anti-imigração promovida pela Administração Trump, que inclui o repatriamento de pessoas que considere estarem em situação irregular nos Estados Unidos. Washington já tinha avisado que os países que não concordarem rapidamente com o regresso dos seus cidadãos enfrentarão consequências.
Segundo justificou Marco Rubio, o Sudão do Sul não respeitou o princípio de que todos os países devem aceitar o regresso dos seus cidadãos em tempo útil quando outra nação pretende expulsá-los.
“O Departamento de Estado está a tomar medidas para revogar, com efeito imediato, todos os vistos de titulares de passaportes sul-sudaneses e impedir a emissão de novos vistos”, lê-se no comunicado divulgado este sábado. “Estaremos dispostos a reconsiderar estas medidas quando o Sudão do Sul cooperar em pleno.”
Rubio afirmou ainda que “é altura de o Governo de transição do Sudão do Sul parar de se aproveitar dos Estados Unidos”.
A embaixada do Sudão do Sul em Washington não respondeu de imediato a um pedido de comentário enviado pela agência Reuters.
Na semana passada, o vice-presidente do Sudão do Sul (e rival do Presidente Salva Kiir), Riek Machar, foi detido e colocado em prisão domiciliária por suspeitas de apoio a uma milícia de oposição ao regime.
Se, nas últimas semanas, as Nações Unidas já vinham alertando que o Sudão do Sul estava “muito perto do regresso à guerra civil generalizada”, face à “escalada da violência e agravamento das tensões políticas”, a prisão de Riek Machar pode ter sido a gota de água para o regresso da guerra à nação mais jovem do mundo.
Enquanto os Estados Unidos tentam forçar o regresso dos sul-sudaneses ao seu país, a embaixada norte-americana em Juba anunciou que, perante as “ameaças de segurança” no Sudão do Sul, ia reduzir ao máximo a sua delegação diplomática. Instou ainda os cidadãos norte-americanos que optem por não regressar aos EUA a prepararem “planos de contingência para situações de emergência”.
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