Negócios da Semana
ENTREVISTA
O ministro das Infraestruturas defende as novas grandes obras públicas, estimadas em mais de 20 mil milhões de euros, como necessárias após 20 anos sem investimento.
No dia em que se completa um ano sobre a posse do Governo de Luís Montenegro, importa fazer um balanço numa das áreas de maior impacto: as grandes obras lançadas pelo Ministério das Infraestruturas.
Deverão ser mais de 20 mil milhões de euros de valor base nos concursos, que, no caso do regime de parcerias público-privadas, vão mais que duplicar até ao fim do prazo das concessões.
Um novo aeroporto em Lisboa, pelo menos três novas linhas de alta velocidade ferroviária, uma nova travessia do Tejo em Lisboa, entre Chelas e o Barreiro, que poderá ser ferroviária e rodoviária e ainda de um túnel rodoviário entre Algés e a Trafaria.
No ‘Negócios da Semana’, o atual ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, refere que estas grandes obras eram necessárias para um país não tinha investimento há quase 20 anos.
“O país precisa deste investimento que estava adiado. Não havia decisões neste país. Este Governo acelerou o que havia de acelerar”, começou por dizer.
Esta quarta-feira ficou também marcada pelas buscas da Polícia Judiciária à Câmara Municipal de Cascais no âmbito da operação “Cinco Estrelas”. Em causa estão suspeitas de “favorecimento a empresa do ramo imobiliário” na venda de um terreno municipal.
Pinto Luz, que foi vice presidente da autarquia cascalense entre 2017 e 2024, garante que a venda não foi tutelada por si e assegura que convive bem com o escrutínio.
“Não sei o que se passou nessas buscas, não fui contactado pelas autoridades. Mas quero deixar bem assente que quem está na política tem de conviver bem com o escrutínio. Hoje foi um dia positivo do escrutínio saudável da verdade. Não acredito em cabalas”, apontou o governante social-democrata.
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