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Pior semana em Wall Street desde a pandemia. Investidores em choque com o “dia da Libertação”

As consequências da imposição das tarifas impostas por Trump – que estão desencadear uma verdadeira guerra comercial – ainda estão por apurar, mas o tombo de Wall Street é por demais evidente. A praça nova-iorquina encerrou a cair com estrondo, pelo segundo dia consecutivo após o ue Trump chamou de “dia da libertação”, com os principais índices a registarem perdas de quase nos 6%.

Depois de já ter perdido 2,5 biliões de dólares de valor de mercado na quinta-feira, Wall Street continuou a afundar esta sexta-feira principalmente devido ao intensificar da guerra comercial com a China, que anunciou que vai retaliar com tarifas adicionais de 34% sobre todas as importações dos EUA.

O Nasdaq, um dos mais pressionados pela pressão vendedora das grandes tecnológicas, fechou a sessão a ceder 5,82% para 15.587,79 pontos, enquanto o industrial Dow Jones recuou 5,50% para 38.314,86 pontos. O S&P 500 foi mesmo o mais castigado, ao derrapar 5,97%, para 5.074,08 pontos.

No conjunto da semana, o Nasdaq caiu 10,02%, o Dow Jones 7,86% e o S&P 500 9,08%, registando assim a sua pior semana desde março de 2020.

A contribuir para o recuo do Nasdaq esteve a queda das ações de grandes tecnológicas, nomeadamente as mais expostas às retaliações da China e de Taiwan, como a Nvidia ou a Apple, que caíram esta sexta-feira cerca de 7,36% e 7,29%, respetivamente.

Destaque também para a Tesla que tombou mais de 10%, enquanto a Microsoft e a Amazon caíram ambas 3,56% e 4,15%. A Alphabet, dona da Google, também caiu 3,2%, enquanto a Meta registou uma queda mais expressiva, resvalando acima de 5,06%.

O alerta deixado esta sexta-feira pelo presidente da Reserva Federal americana, Jerome Powell, de que as tarifas anunciadas por Trump são “significativamente maiores do que o esperado” e que irão acelerar a inflação e travar a economia – criando incerteza sobre o rumo das taxas de juro – com certeza não contribuiu para animar os investidores.

Também a JP Morgan estimou em 60% a probabilidade de a economia global entrar em recessão até o fim do ano, numa subida de 20 pontos percentuais em relação à anterior previsão.

Perante as consequências das tarifas de Trump, os novos dados do mercado de trabalho divulgados esta sexta-feira mostraram-se quase irrelevantes para o mercado: a economia criou mais emprego do que o esperado em março (228 mil empregos, acima dos 140 mil estimados pelos analistas), mas a taxa de desemprego subiu de 4,1% para 4,2%.

Mas os efeitos da guerra comercial motivada por Donald Trump não se fazem sentir apenas na bolsa norte-americana. Também os restantes mercados mundiais também estão a ser fortemente abalados.

A Bolsa de Tóquio, por exemplo, também fechou a cair 2,75%. Mas a sangria foi ainda maior junto dos índices europeus: o italiano FTSE MIB perdeu 6,53%, o espanhol IBEX 5,83% e o português PSI 4,75% registando a pior sessão desde o início da pandemia, a 18 de março de 2020. O alemão DAX caiu 5%, confirmando que está em território de correção, ou seja, mais de 10% abaixo o último pico.

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