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UE recebe com cautela anúncio de Trump de suspender a migração do “terceiro mundo”

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a intenção de “suspender permanentemente” a imigração proveniente de “todos os países do terceiro mundo”, declarações a que a União Europeia reagiu com cautela.

A chefe de diplomacia da UE, Kaja Kallas, disse inicialmente desconhecer os detalhes do anúncio de Trump, que na noite de quinta-feira anunciou que interromperá permanentemente a migração proveniente “de todos os países do terceiro mundo”, através da sua rede Truth Social, dois dias após o tiroteio ocorrido em Washington D.C. contra dois membros da Guarda Nacional por um cidadão afegão.

Kallas disse ter tomado conhecimento deste anúncio enquanto se encontrava na reunião da União para o Mediterrâneo, que decorreu hoje na cidade espanhola de Barcelona.

No entanto, salientou que “uma coisa é a declaração” que pode ser feita num primeiro momento e outra “as propostas legislativas” em que esse anúncio pode acabar por se traduzir.

“Veremos o que acontece”, comentou Kallas numa conferência de imprensa após o décimo Fórum Regional da União para o Mediterrâneo (UpM) em Barcelona, sublinhando que, em qualquer caso, “as políticas de migração são da competência de cada um dos países”.

Após o tiroteio na capital norte-americana, o diretor do Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS), Joseph B. Edlow, anunciou que o Governo federal vai efetuar uma “rigorosa revisão” dos cartões de residente de todos os imigrantes de países suspeitos.

“Sob a direção do POTUS [o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump], ordenei uma revisão rigorosa, em grande escala, de cada cartão de residente de cada estrangeiro de cada país preocupante”, escreveu Edlow na rede social X.

A ordem do USCIS, que não especifica as nações “preocupantes”, surge após a revelação de que um afegão, de 29 anos, Rahmanullah Lakanwal, foi o alegado autor do ataque junto da Casa Branca de dois agentes da Guarda Nacional, que causou a morte a um deles, uma mulher, enquanto o outro permanece em estado crítico.

Embora as autoridades norte-americanas não tenham detalhado os países afetados, Trump proibiu em junho a entrada nos Estados Unidos de cidadãos de 12 nações, com o argumento de proteger a “segurança nacional”: Afeganistão, Birmânia, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irão, Líbia, Somália, Sudão e Iémen.

Também restringiu a entrada de cidadãos de outros sete países: Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turquemenistão e Venezuela.

Durante o seu primeiro mandato (2017-2021), Trump assinou um decreto, poucos dias depois da sua tomada de posse, que estabelecia uma proibição de entrada nos Estados Unidos a imigrantes de sete países de maioria muçulmana (Irão, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iémen).

A proibição, com efeitos imediatos, era estabelecida para um período de três meses.

O decreto também previa a suspensão da chegada aos Estados Unidos de todos os refugiados por um período mínimo de 120 dias (para os refugiados sírios o prazo era indeterminado).

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